Sem água, sanitários nem refeições adequadas: veja como estava grupo resgatado em situação análoga à escravidão na Bahia

  • 14/07/2026
(Foto: Reprodução)
Em Sento Sé, parte dos funcionários estava alojada dentro de pedreira Auditoria-fiscal do Trabalho (SIT/MTE) Os vinte trabalhadores resgatados em situação análoga à escravidão, em duas cidades da Bahia, estavam alojados e viviam em condições insalubres. É o que apontam as investigações e os flagrantes feitos pela Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT), vinculada à Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Conforme o órgão, além de não terem acesso à água potável, as vítimas não tinham sanitário e não conseguiam se alimentar adequadamente. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia As ações de resgate aconteceram entre 30 de junho e 8 de julho, mas as informações só foram divulgadas na segunda-feira (13). Confira abaixo os detalhes por cidade: 📍 Casa Nova Em Casa Nova, onde 13 foram resgatados, os funcionários recebiam apenas o valor de R$ 13,50 por dia para se alimentarem. Agora no g1 Os funcionários trabalhavam das 7h às 18h e não tinham acesso à água potável, sanitários no local de trabalho, nem a Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Nos dormitórios, que não tinham camas, os 13 funcionários dividiam um único banheiro. Além disso, o pagamento era feito por diárias para parte dos trabalhadores, sem garantia de remuneração em caso de doença ou ausência. Após a fiscalização, os funcionários foram resgatados e a obra foi temporariamente paralisada. A empresa responsável assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPT e se comprometeu a pagar R$ 219,6 mil, abrangendo verbas rescisórias e indenizações por danos morais aos trabalhadores. Funcionários também não tinham instalações sanitárias Auditoria-fiscal do Trabalho (SIT/MTE) 📍 Sento Sé Em Sento Sé, onde outros sete funcionários foram resgatados, a situação encontrada foi parecida com a de Casa Nova. No local, os eles trabalhavam na obra de pavimentação e na pedreira que abastecia a obra. Parte dos trabalhadores estava alojada na própria pedreira, em estruturas de lonas. Não havia instalação sanitária, nem local para preparar refeições. Nenhum funcionário tinha registro formal de emprego e todos eles eram remunerados exclusivamente por produção. Nesse caso, o MTE não especificou se houve algum acordo com a empresa responsável pela obra. O g1 buscou o órgão para detalhar essa informação e aguardava retorno até a última atualização desta reportagem. Alojamento onde trabalhadores dormiam em Casa Nova Auditoria-fiscal do Trabalho (SIT/MTE) LEIA TAMBÉM: Três suspeitos morrem após troca de tiros com policiais militares em Salvador Motorista de transporte por aplicativo é morto a tiros na Bahia; carro da vítima foi incendiado Homem é preso suspeito de atrair crianças com doces e brinquedos para cometer abusos na Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

FONTE: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2026/07/14/veja-como-estava-grupo-resgatado-em-situacao-analoga-a-escravidao-na-bahia.ghtml


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